Tão pequeno que parece não caber minha vontade.
Com paciência, tento não jogar tudo pra cima e mandar a pequenez de quem limita o mundo às favas.
Com inquietação, procuro lugares diferentes pra servir de inspiração.
Os que aqui moram, aceitam ser pequenos, sem pensar.
Afinal, é sempre assim e assim será.
Nasce por acidente. Cresce o suficiente. Morre em pé, de olhos vidrados.
Minha alma não cabe aqui.
Pede espaço pra ir além.
Minha mente não entende o porquê de aceitar o que sempre foi.
Não quero.
Não aceito o assim será.
Meu mundo não é pequeno demais, nem grande demais.
Mas hoje o sei, não aceita ser mediano.
Eu não creio no suficiente.